sexta-feira, 1 de novembro de 2013

HISTÓRIA:   DONA  BARATINHA
TURMINHA  DA  TIA  MÁRCIA




ra uma vez uma linda Baratinha.


Gostava de tudo muito limpo e arrumado.


   

Um belo dia, Dona Baratinha varria o jardim de sua casa quando encontrou uma moedinha. Ficou muito feliz!
Rapidamente, tomou um banho, colocou um vestidinho bem bonito, uma fita no cabelo e ficou na janela da sala de sua casa cantando assim:

     "Quem quer casar com a Dona Baratinha,
      que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?"
     ogo, logo começaram a chegar os pretendentes.

O primeiro que passou foi o Senhor Boi, muito bem vestido.
Dona Baratinha perguntou então para ele:
      - Que barulho o senhor faz quando dorme? E ele respondeu:
     
- Quando eu durmo, o meu ronco é assim - MUUUUU...........
     
- Saia já daqui! O Senhor me assusta com todo esse barulho!
      Dona Baratinha voltou para sua janela, cantando a mesma canção.
     
"Quem quer casar com a Dona Baratinha que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?"
      Um tempo depois passou um jumento todo arrumadinho e falante, dizendo:
      
- Eu serei o marido ideal para a Senhora.


         quando o senhor dorme, como é o barulho que o senhor faz?
       - Eu faço assim - Ióh..Ioh...Ióh...Ióhooooooo.........
        Assustada Dona Baratinha mandou que ele saísse e nunca mais passasse por lá para assustá-la novamente.

       Depois de algum tempo,já desanimada, Dona Baratinha recebeu uma visita inesperada. Era o Senhor Ratão, muito falante e animado:

       - Senhora Baratinha, estou muito apaixonado pela senhora e pretendo me casar logo, logo.
A senhora aceita?
       Mais uma vez,Dona Baratinha perguntou:
      - "Como o senhor faz para dormir?"
       Senhor Ratão disse:
       
- Eu sou muito discreto em tudo que faço.

Até para dormir, meu ronquinho é muito baixinho e dificilmente eu ronco!
É assim:
- iiiihhhhiiiiihhhhhh.......

      
- Que maravilha! disse Dona Baratinha! Esse barulho não me assusta, até parece uma suave melodia. Com você eu quero me casar e tenho certeza que seremos felizes para sempre!!!!

     Logo foram marcando a data do casamento e preparando a festa.
    

Dona Baratinha pediu para suas amigas Abelhas, Formigas e Borboletas prepararem uma gostosa feijoada, sucos de diferentes frutas e muitos doces!   
    



No dia marcado, a noiva já estava esperando na igreja toda preocupada, porque todos os convidados estavam lá também, só faltava o querido noivo.  

    
Corre daqui, pergunta dali e nada! Ninguém sabia do paradeiro do distinto cavalheiro.O que será que tinha acontecido com ele? Todos se perguntavam....
    


Acontece que Senhor Ratão era muito guloso.Não resistiu esperar pela surpresa da festa que a noiva havia lhe preparado. Então, aproveitando que todos já estavam na igreja ele foi até a casa das amigas de sua noiva onde tudo estava prontinho e arrumadinho e foi investigar os comes e bebes.
     
Quando sentiu o cheirinho apetitoso da feijoada, resolveu subir na panela e experimentar um pouquinho....
      Acontece que Senhor Ratão perdeu o equilíbrio e caiu na panela do feijão! Como não tinha ninguém em casa ele não se salvou, morreu afogado dentro da gostosa feijoada!!!
      uando soube do acontecido, Dona Baratinha triste ficou.
Voltou para sua casa e continuou a vidinha de sempre.
Essa história foi uma saudade da mamãe "Monica!!"

http://www.contandohistoria.com/donabaratinha.htm

























HISTÓRIA:   A  FESTA  NO  CÉU

TURMINHA  DA  TIA  LUCIMAR

A festa no céu(Conto tradicional do Brasil)
Luís Câmara Cascudo
Entre todas as aves, espalhou-se a notícia de uma festa no Céu. Todas as aves compareceriam e começaram a fazer inveja aos animais e outros bichos da terra incapazes de vôo.Birdboww.gif (6234 bytes)
Imaginem quem foi dizer que ia também à festa... O Sapo! Logo ele, pesadão e nem sabendo dar uma carreira, seria capaz de aparecer naquelas alturas. Pois o Sapo disse que tinha sido convidado e que ia sem dúvida nenhuma. Os bichos só faltaram morrer de rir. Os pássaros, então, nem se fala!
O Sapo tinha seu plano. Na véspera, procurou o Urubu e deu uma prosa boa, divertindo muito o dono da casa. Depois disse:
sapo.gif (14933 bytes)
- Bem, camarada Urubu, quem é coxo parte cedo e eu vou indo, porque o caminho é comprido.
O Urubu respondeu:
-
 Você vai mesmo?
- Se vou? Até lá, sem falta!
Em vez de sair, o Sapo deu uma volta, entrou na camarinha do Urubu e, vendo a viola em cima da cama, meteu-se dentro, encolhendo-se todo.
O Urubu, mais tarde, pegou na viola,
birdjet.gif (26360 bytes)amarrou-a a tiracolo e bateu asas para o céu, rru-rru-rru...
Chegando ao céu, o Urubu arriou a viola num canto e foi procurar as outras aves. O Sapo botou um olho de fora e, vendo que estava sozinho, deu um pulo e ganhou a rua, todo satisfeito.
Nem queiram saber o espanto que as aves tiveram, vendo o Sapo pulando no céu! Perguntaram, perguntaram, mas o Sapo só fazia conversa mole. 
dancing_frog.gif (7817 bytes)A festa começou e o Sapo tomou parte de grande. Pela madrugada, sabendo que só podia voltar do mesmo jeito da vinda, mestre Sapo foi-se esgueirando e correu para onde o Urubu se havia hospedado. Procurou a viola e acomodou-se, como da outra feita.
O sol saindo, acabou-se a festa e os CONVIDADOS foram voando, cada um no seu destino. O Urubu agarrou a viola e tocou-se para a Terra, rru-rru-rru...
Ia pelo meio do caminho, quando, numa curva, o Sapo mexeu-se e o Urubu, espiando para dentro do instrumento, 
guitar.gif (5910 bytes)viu o bicho lá no escuro, todo curvado, feito uma bola.
- Ah! camarada Sapo! É assim que você vai à festa no Céu? Deixe de ser confiado...!
E, naquelas lonjuras, emborcou a viola. O Sapo despencou-se para baixo que vinha zunindo. E dizia, na queda:
- Béu-Béu!
Se desta eu escapar,
Nunca mais bodas no céu!...

E vendo as serras lá em baixo:
- Arreda pedra, se não eu te rebento!
Bateu em cima das pedras como um genipapo, espapaçando-se todo. Ficou em pedaços. Nossa Senhora, com pena do Sapo, juntou todos os pedaços e o Sapo enviveceu 
!dfrog_l.gif (11589 bytes)de novo.
Por isso o Sapo tem o couro todo cheio de remendos.

Antologia da literatura mundialLendas, fábulas e apólogos - vol IV
Seleção de Nádia Santos e Yolanda Lhullier Santos
Livraria e Editora Logos Ltda. São Paulo, 19--     



sotaodaines.chrome.pt/sotao/histor41_b.html











              
HISTÓRIA:  A  GALINHA  RUIVA
TURMINHA  DA  TIA  MARIA  ALICE

PARA  OUVIR  A  HISTÓRIA,  ACESSE  O  LINK  ABAIXO:
http://www.youtube.com/watch?v=UXDbwUJtz4s