quinta-feira, 24 de outubro de 2013

HISTÓRIA  DA  TURMA  DA  TIA  SÍLVIA


O  TESOURO(POEMAS  DE  VINÍCIUS DE MORAES)









ARTE – TURMINHA  DA  TIA  SÍLVIA

HISTÓRIA  DA  TURMA  DA  TIA  ALEXANDRA

JOÃO  E  MARIA

LEIA  A  HISTORINHA.

João e Maria

Era uma vez um menino chamado João e sua irmã Maria, que moravam em uma casa perto da floresta.
João com carrinhosMaria pintando
Um dia, sua mãe pediu que fossem buscar galhos secos para acender o fogo. Não pecisavam trazer muitos, apenas o bastante para acender a lareira.
- Não vão muito longe. Os galhos que temos aqui perto já servem, não vão se perder por aí...
- Pode deixar, mamãe, vamos voltar logo!
E lá se foram os dois procurar gravetos secos por ali, entre várias brincadeiras. Não queriam ir longe, mas estavam tão curiosos com a floresta que resolveram arriscar só um pouquinho.
Maria teve uma idéia genial: foi marcando todo o caminho, para saber por onde voltar: assim não iriam se perder. E bricaram à vontade.
Já estava querendo escurecer quando resolveram voltar. Maria foi logo procurando os pedacinhos de pão que deviam estar marcando o caminho, mas...
passarinhos bicando o chão
Os passarinhos que moravam ali estavam achando ótimo aquele lanchinho, e não deixaram nem um miolinho de pão sobrar. Não havia como achar o caminho de volta para casa. A idéia de marcar o caminho tinha sido ótima, mas não com pedacinhos de pão.
- Agora estamos os dois com fome e perdidos!
irmãos abraçados
Andaram de um lado para outro, mas nada de encontrar o caminho de casa, cada vez mais escuro.
lua dormindo
A noite já tinha chegado, quando João teve uma boa idéia:
- Vou subir na árvore mais alta e ver se encontro alguma casa para passarmos a noite.
Maria achou ótimo, pois já estava muito assustada com os ruídos da noite na floresta. E João encontrou alguma coisa:
- Tem uma luz daquele lado! Vamos lá ver!
Os dois correram na direção da luz acesa da casa mais próxima.
Ao chegarem, viram uma velhinha que parecia muito boazinha e sorridente.
velhinha com bengala- Venham cá! Venham, meus amiguinhos. Aqui vão encontrar muita comida gostosa.
(os dois estavam morrendo de fome)
Então viram a casa de perto:
casa doce
- Uuuuau!
As paredes eram de chocolate com castanhas, o telhado era de brigadeiro, as portas de biscoito fresquinho, as janelas de gelatina, tudo enfeitado com caramelo, sorvete e balas coloridas. Uhmmm!
velhinha com bengala- Comam tudo, meus amiguinhos, é para vocês. Depois podem descansar em camas fofinhas e bem quentinhas. Amanhã acharemos a casa de vocês.
E os dois obedeceram contentes, e acabaram dormindo cansados de um dia tão cheio.
Acordaram antes do sol nascer, pensando que estavam na maravilhosa casa de doces.
Mas, que nada:
Casa assombrada
A casa tinha desaparecido como se fosse mágica. Em seu lugar havia uma horrível casa de bruxa, com morcegos e tudo.
Uma gargalhada terrível vinha da escada, por onde chegou a bruxa malvada com sua coruja:
Bruxa feia
- Pensaram que iam escapar, não? Vão ficar presos aqui para sempre, e nunca mais vou deixar que voltem para casa. Ha! Ha! Ha!
A bruxa mandou Maria para a cozinha preparar comida para todos: agora ela era a empregada da casa. Tinha que fazer todo o serviço,se não...
Prendeu João numa gaiola e disse:
- Menino: trate de ficar bem gordinho! Quando estiver pronto, vai virar o meu jantar especial. Ha! Ha! Ha!
Maria foi a primeira a reparar que a bruxa malvada não enxergava bem. Tudo ela trazia bem perto dos olhos para ver direito.
Para saber se João estava engordando bem, toda noite chamava o menino e mandava que mostrasse o seu dedinho da mão. Apertava bem, e dizia que ainda estava muito magrinho.
- Maria! Faça mais comida! Ele tem que engordar. Depressa!
João, preso na gaiola já nem sentia fome, de tão triste que estava. Queria voltar a ser livre, correr solto com seus amigos e brinquedos. Lembrava bem como isso era bom.
João lembrando como brincava de avião
Maria tentava encontar uma saída para os dois, enquanto fazia o serviço sem nenhum brinquedo. Tinha saudades de tudo em casa mas, como enganar a bruxa e fugir?
Maria com saudade do bonequinho
Foi na cozinha que teve uma idéia:
frango no espeto
Colocou para assar no espeto uma galinha, escondendo um ossinho comprido e bem fininho.
Quando levou a comida para João, disse a ele bem baixinho, para a bruxa não escutar:
- Esconda este ossinho para fingir que é seu dedo bem magrinho e enganar a bruxa. Ela não enxerga quase nada...
- Quietos aí! Quem disse que podem conversar?
Desse dia em diante, João sempre mostrava o ossinho para a bruxa apertar quando ela queria saber se ele já estava bem gordinho.
- Maria! Esse menino está magro como um palito. Faça mais comida!
E Maria fazia muitas coisas para que os dois ficassem bem fortes para poder fugir.
Em toda parte, a menina procurava o lugar onde a bruxa escondia a chave da gaiola, mas não conseguia encontrar.
chave
Tudo agora dependia da força de João para fugirem dali.
Naquela noite, João se esforçou muito, e acabou conseguindo soltar a grade da gaiola. Tinha ficado bem forte, e a bruxa nem sabia disso.
Os dois correram para se esconder na floresta antes que a bruxa acordasse.
Na luz do dia, conseguiram achar o caminho de casa, e nunca mais voltaram naquele lado da floresta.
Essa história ouvi de meu avô João, nas férias. Será que ele viveu todas essas aventuras quando era criança?
Vovô e João pescando
FIM











“SER  PROFESSOR  É  UM  PRIVILÉGIO.  SER  PROFESSOR  É  SEMEAR  EM  TERRENO   FÉRTIL   E  SE  ENCANTAR   COM  A  COLHEITA.   SER  PROFESSOR  É  SER  CONDUTOR   DE  ALMAS   E  DE  SONHOS.  É  LAPIDAR  DIAMANTES.”

 GABRIEL  CHALITA

PROFESSORAS,  PARABÉNS!!!!



HISTÓRIA  DA  TURMA  DA  TIA  MAYSA
A  BONEQUINHA  PRETA

A Bonequinha Preta

Era uma vez uma bonequinha pretaBonequinha preta, que morava em uma linda Casinhacom MariazinhaMariazinha. As duas brincavam o tempo todo, e até dormiam juntas quando estavam cansadas.
PalhaçoPetecaPiãoPetecaPiãoPetecaPiãoPalhaço
Todos os outros brinquedos dormiam em outros lugares, pois Mariazinha Mariazinhaqueria sempre a sua Bonequinha pretajunto. Mas, o que ela não sabia, era que as bonequinhas não dormem como as meninas, aquele tempo todo, sem ver o mundo aqui fora. Eram diferentes das meninas e meninos de verdade em muitas coisas.
Mesmo assim, Mariazinhaensinava à sua bonequinha preferida Bonequinha pretatudo o que aprendia com a mamãe: tomar banho, escovar os dentes, trocar roupas limpas, e tudo mais.
Naquele dia, quando foi dormir um pouquinho depois do almoço, explicou direitinho à bonequinha pretaBonequinha pretaque ela não deveria subir sozinha na janela:
Mariazinha- A janela é muito perigosa! A criança pode cair lá fora e nunca mais voltar para casa. Papai disse que precisa ter gente grande perto sempre que a gente quiser ir à janela.
Mariazinha Mariazinhaviu que a Bonequinha pretaentendeu tudo muito bem, como sempre. Então dormiu sossegada...
A bonequinha preta Bonequinha pretatambém começou a dormir mas, ... uma voz diferente, forte e interessante entrava pela janela trazendo uma novidade que ela não conhecia:
MúsicaMúsicaMúsica- Verdureiro, verdureiro! MúsicaMúsicaMúsica
O que será isso, pensou a Bonequinha preta. Mariazinha Mariazinha, que sempre sabia tudo, estava dormindo e não podia contar nada sobre verdureiros, que deviam ser seres novos e sensacionais! Ela precisava ver!
Talvez seja isto: Homem verde um cara todo verde!
Ou quem sabe isto: Caçador alguém saindo assim do verde.
Também podia ser um destes: Lavrador nunca tinha visto um.
MúsicaMúsicaMúsica- Verdureiro, verdureiro! MúsicaMúsicaMúsica
Ir ou não ir só um pouquinho na janela? A dúvida passou rapidinho e logo ela já estava lá, tentando olhar tudo. Ela não queria cair, mas estava difícil ver. Subiu só mais um tantinho e tibum!caiu lá embaixo!
Por sorte, o verdureiro estava passando bem na hora, e a Bonequinha pretacaiu em cima das verduras fofinhas de seu grande cesto. Ela era tão levinha que ele nem percebeu e continuou andando pelas calçadas com seu canto:
MúsicaMúsicaMúsica- Verdureiro, verdureiro! MúsicaMúsicaMúsica
Passou por várias ruas onde a bonequinha preta Bonequinha pretanunca tinha ido, cada vez mais longe...
Então o verdureiro decidiu voltar para casa, pois já era tarde. Entrou pela garagem escura, sem ver a bonequinha pretaassustada que estava ali. E subiu as escadas para chegar em casa, largando o cesto no chão.
Porta assombrada
A bonequinha preta Bonequinha pretacomeçou a chorar, de tanto medo que estava daquele lugar estranho e escuro. Cair da janela assim tinha sido uma grande besteira, e Mariazinhanão ia gostar nada de ter sido desobedecida. Então chorou e chorou mais ainda, sem nenhum consolo...
Nenhum?
Um gatinho Gatinho que ia passando por ali ouviu aquele choro tão doído e ficou com muita pena da Bonequinha preta. Tentou fazer gracinhas para ela sorrir, mas não deu certo.
Gatinho - Então, o que posso fazer por você?
Bonequinha preta - Não sei, eu fui olhar só um pouquinho na janela, semMariazinhasaber. Ela disse para eu não ir sozinha, e agora perdi minha linda Casinha!
Gatinho - Talvez eu possa ajudar. Os gatos passeiam pela noite, e se você me contar como é sua casa, talvez eu a encontre.
Bonequinha preta - É uma linda Casinha branca, com janelas azuis, e uma Mariazinhadentro, que deve estar muito triste agora.
E assim, o Gatinho saiu pelas ruas à noite, procurando a casa certa. Procurou, procurou e...
Encontrou aquela linda Casinha branca, com janelas azuis, e uma linda Mariazinhaque chorava muito.
Gatinho-Vamos lá buscar sua bonequinha preta Bonequinha pretaque caiu no cesto do verdureiro!
E lá foram os dois.
Quando chegaram, foi aquele abraço! Toda a choradeira passou e as duas se prometeram nunca mais se separar. Voltaram juntas para casa mas, na hora de se despedir do Gatinho, ficaram com tanta pena, que o convidaram a morar com elas na linda Casinha. Ele gostou muito da idéia.
Assim, a história acaba com todos felizes, merecendo no fim um ponto de alegria bem grandeExclama&ccedil:ão
MariazinhaBonequinha pretaGatinho

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